
Shiva e Parva - Milo Manara
Brotam flores nos teus olhos nesta estação derradeira. Derramo sobre ti minha alma, pois encontro em ti motivação.
Mulher, espécie que me deu a luz, o amor, o desprezo e o corpo, fazendo-me aprender, no calor das tuas entranhas, talvez o motivo mais absoluto, carnal, e elevado da existência, de uma simplicidade e delicadeza quase imperceptíveis.
A vida, inexplicável e frustrante como pode parecer – com desilusões, mergulhos no vazio de alguns sentimentos, e com a difícil digestão de antigos ressentimentos – atinge um clímax: um ponto máximo num momento de êxtase, quando os objetos ao redor tornam-se abstratos e perdem sua forma e só resta em nosso prazer, toda a paz e paixão de que o mundo carece.
Você, que é capaz de gerar do nosso suor, uma obra e causa prima, uma ode à vida humana, que é capaz de guardar no íntimo do ventre, nosso instinto e propósito.
Pode ser simples assim, e todo o resto:
Pura fantasia – pura fantasia racional…
Matheus Martini










15 agosto, 2009 no 9:02 pm
Muito obrigada =P